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Bioconstrução e arquitetura sustentável.

14 de Janeiro de 2019
Imagem do projeto

O conceito de arquitetura sustentável está na moda, mas, segundo o Quatro Fatorial, desde que o escritório começou, os meninos já tinham essa ideia de arquitetura de sustentabilidade. “É mais uma arquitetura adequada ao ambiente que você está ocupando, para conseguir ocupá-lo da melhor forma possível, não só para quem está lá, mas para todo o ecossistema ali perto”, certificou o arquiteto Pedro Siqueira Lopes.

A ideia de “bioconstrução” tem ganhado força com a participação de Retz no Clã Pé Vermelho, uma organização sem fins lucrativos de permacultura. A permacultura é um conceito agrícola e de design que utiliza parâmetros já encontrados nos ecossistemas naturais.

“Foi uma coisa que eu sempre tive interesse, essa arquitetura com terra, com materiais naturais. Aqui em Londrina a gente montou o Clã Pé Vermelho já faz uns quatro anos. Depois que a gente montou o escritório em alguns projetos a gente aplicou alguns conceitos”, descreveu Retz.

Essa construção distinta é uma alternativa, de acordo com o arquiteto. Em um café no centro da cidade, o grupo propôs, na parte externa, fazer uma arquibancada de grama com a técnica de hiperadobe.

O hiperadobe é uma técnica de construção com terra, segundo explicação do arquiteto. “Você usa um saco contínuo, que é o mesmo saco que usa para embalar cebola, que é bem aberto. Você pega um trecho dele, vai enchendo de terra, e depois vem socando. Ele vira uma parede maciça de 40 centímetros de largura. Você vai colocando camada em cima de camada e é possível construir paredes, muros, fazer construções em formato de iglu”.

É uma técnica de arquitetura mais barata, já que só usa terra e força braçal. “O clã sempre atuou na área rural, em sítios e chácaras, porque é difícil fazer uma bioconstrução dentro da cidade, é uma coisa que não é usual”, contou. Secundus acrescentou que costumeiramente há uma resistência das pessoas a esse tipo de construção. Pegamos uns clientes mais jovens, com cabeça mais aberta, conseguimos colocar uma ideia interessante”, disse Lopes.

O arquiteto disse ter gostado muito de aprender com o sócio as opções de construção. “Não são construções novas, por exemplo o uso da taipa. É muito antigo, é terra. Há preconceito do mercado mas é algo personalizado, que faz a casa respirar”. Para os arquitetos, a compatibilidade com os clientes foi um ponto alto do trabalho em 2018. “Tivemos um feedback legal das pessoas, de que são coisas que só são vistas na Europa ou em São Paulo. [Alguns projetos] foram diferentes para a gente também. Por conta dos materiais, aspectos que não têm muito revestimento, com a estrutura mais aparente, a gente ao invés de rebocar, descascava”, exemplificou Onohara.

PROJETOS 

O projeto arquitetônico sempre terá alguma alteração. Acompanhar a obra de perto faz toda a diferença, segundo o grupo. “Principalmente com reforma, às vezes você pensa em quebrar a parede e no meio do caminho descobre um pilar. É melhor que a gente esteja lá acompanhando a obra e as coisas aconteçam perto da gente”, pontuou Onohara. A possibilidade de quatro arquitetos trabalharem juntos em uma obra faz com que a percepção dos detalhes seja maior, de acordo com os meninos.

Lopes acredita que não ir sozinho para um projeto é uma solução para o mercado profissional. “Claro que cada pessoa tem uma forma de trabalhar, talvez nem todo mundo se dê bem trabalhando em grupo, é um processo, tem que abrir mão de algumas decisões que queria tomar. Mas acho que é um futuro interessante para a profissão, grandes arquitetos têm feito parcerias com escritórios”, disse.

Retz lembrou que mesmo os arquitetos considerados ícones “nunca seriam isso sem uma equipe”. “O Niemeyer teve muita sorte de encontrar um calculista estrutural que peitava fazer as coisas que ele desenhava”.

Mesmo trabalhando individualmente, a troca de informações sobre mão de obra e materiais, de acordo com os arquitetos, é essencial para um bom exercício da profissão. “A faculdade não ensina administração”, lembrou Onohara. Além da arquitetura, ter um escritório requer controle do tempo, responsabilidades e dificuldades, que divididas em quatro, ficam mais fáceis. (I.F.)

 

Fonte: Folha de Londrina.

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