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Amanhã sem pressa

KAZA 162 - Casa Boaçava - Felipe Hess


Por: Ricardo Gaioso

Privilegiada pela generosa vista em meio à natureza, a arquitetura se transforma em refúgio para uma grande família

“Qualquer trabalho de arquitetura que não expresse serenidade é um erro”. Se o arquiteto mexicano Luis Barragan estiver realmente certo, a Casa Boaçava pode ser considerada como a perfeita realização arquitetônica. Uma residência urbana abraçada pela natureza exuberante do Parque Villa-Lobos, em São Paulo, suspensa sobre o pico alto que desbrava uma visão geral do entorno fazendo de casa também para os pássaros da região. Manhãs de cantoria que se mesclam ao barulho do vento contra as folhagens da Mata Atlântica.

Acessível pelo caminho que corta o verde escalando o leve declive, a casa denuncia suas funções à primeira vista. Delimitado pela grande laje de concreto aparente, o jardim frontal é usado como recepção social para a família e os amigos, além de servir como conexão para a parte de trás da morada, separados imperceptivelmente por extensos panos de vidro que podem ser recolhidos revelando o livre acesso entre as varandas e as salas de estar e jantar. Escondidas por um painel ripado de madeira estão instaladas a ampla cozinha e a churrasqueira, que pode, esta, ser integrada à grande sala através de um sistema de portas camarão. Embaçando os limites entre interior-exterior, o painel de madeira cria uma espécie de monólito que, além de disfarçar as aberturas laterais, desdobra-se como suporte para o andar superior.

Desenhada sob medida para uma família com quatro filhos crescidos, a planta se divide em dois grandes volumes erguidos sobre o bloco térreo: um reservado à vida privada do casal, enquanto o outro abriga a área dedicada aos filhos. A trama de materiais que reveste a superfície de cada um cria um interessante diálogo entre forma e função por meio de uma hierarquia de posição assimétrica conferindo à fachada a arquitetura contemporânea descrita no briefing do cliente: uma casa ampla e conectada, além de fácil manutenção. Elementos de timbre minimalista bem frequentes nas pranchetas de Felipe Hess, jovem arquiteto formado pela Escola de Cidade, cujo portfólio coleciona passagens em importantes escritórios reconhecidos internacionalmente como Isay Weinfeld e Triptyque, já em voo solo desde 2012.

Os dois blocos são separados por uma varanda descoberta que se abre para a copa das árvores, permitindo uma nova área de convívio social em contato direto da família, entre si e a natureza. No menor, de pedra, o quarto principal – destinado aos pais – é isolado por uma escada que se esconde entre a parede da sala e o jardim lateral. Já o volume de concreto aparente, recortado por um painel de cobogós, hospeda os três dormitórios, além do escritório coletivo e a lavanderia, esta última acessível pela escada que conecta todos os níveis da construção até a garagem, localizada a apenas meio nível abaixo da rua. Ali foi preciso fazer uma pequena escavação dada a topografia de aclive, uma alternativa de implantação com menor impacto do terreno.

Projeto de timbre original que remixa uma paleta de materiais de forte impacto visual, alocados proporcionadamente de forma que os encaixes construam um aspecto sem pleonasmos. Cenários recortados por linhas silenciosas de uma geometria natural em que estímulos visuais acabam por influenciar no comportamento de quem ali habita. Um conjunto de informações importantes codificadas por meio de soluções práticas em que prevalecem o alto padrão de acabamento e importância visceral aos detalhes. Caso do pilar em V, acessório que não continha no plano original, instalado nos fundos do volume maior como consequência de um balanço estrutural excessivo. Um croqui arquitetônico que funciona como uma espécie de organismo vivo em constante evolução de acordo com a interação entre homem e espaço.

Com carta branca na escolha do mobiliário, Hess pôde consumar sua expertise na curadoria de peças aclamadas do modernismo brasileiro sublinhadas por mestres como Sergio Rodrigues, XXX e XXX, que, apesar de remontarem do século passado, parecem ter sido desenhadas perfeitamente para a morada. A escala monumental de ícones da Bossa Nova em uníssono com as linhas de um amanhã sem pressa.

Aspas
“Os blocos se abrem para a grande laje gerando uma praça suspensa com uma linda vista para as árvores”


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