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Apartamento LX

Fernanda Marques equilibra arquitetura histórica com coletânea de design contemporâneo em edifício revitalizado por Álvaro Siza, em Lisboa


Por: Isabela Giugno

Não que Londres e Paris tenham sido jogadas de escanteio. Mas, verdade seja dita: Lisboa não desilude e a cidade que, hoje, encabeça o mapa de viagem de ávidos por cultura. Primeiro por que a lisboeta tem um charme que não faz alarde, ao contrário do glamour de outras capitais europeias. Parte do encanto da cidade reside nas casinhas típicas (muitas delas construídas no século 9) revestidas por azulejos de toda sorte, cujas fachadas quase sempre estão emolduradas por um varal cheio de roupas. Quer mais? Há os bondinhos em operação desde a Segunda Guerra Mundial. Sem falar das boas opções gastronômicas, um coro bem reforçado por restaurantes contemporâneos estrelados (o local já coleciona 7 restaurantes do Guia Vermelho Michelin). E, desde outubro do último ano, a cidade abriga o MAAT, museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia localizado às margens do rio Tejo, uma das regiões de maior monumentalidade de Lisboa.

E, melhor do que ninguém, a arquiteta Fernanda Marques pronuncia bem a nova essência lusitana neste projeto residencial cravado em Lisboa. Apartamento assinado por ela e para ela, diga-se de passagem. Integrante de um edifício histórico localizado no bairro do Chiado, o Paço do Duque, o espaço em questão foi submetido a um processo de revitalização chefiado há dez anos por Álvaro Siza, português nascido em Matosinhos e um dos maiores nomes da arquitetura moderna, Pritzker 1992. É dele, aliás, a frase “A tradição é um desafio para a inovação”, máxima que muito provavelmente Fernanda compreenda melhor após a reforma do espaço. Afinal, vale o lembrete: trata-se de monastério erguido na década de 1500.

Hoje exclusivamente residencial, o edifício abriga unidades arquitetonicamente distintas uma das outras. Todas, porém, têm uma coisa em comum: grossas paredes remanescentes da arquitetura original. Importante lembrar que o projeto assinado por Fernanda preservou quase nada do apartamento inicial. “Digamos que por aqui é possível se sentir, literalmente, o peso da história”, diz Fernanda. Na verdade, dele só restaram as boiseries, aqueles ornamentos de madeira comumente aplicados no interior de catedrais, castelos e palácios na França durante o século 18. Um indicador de opulência na época.

A reforma do apartamento de dois dormitórios durou quatro meses e todo o processo foi acompanhado in loco e à distância pela arquiteta. Aqui, ela exalta a cultura lusitana no projeto com a presença do painel de azulejos azuis e brancos do século 18 que reproduz o batismo de Cristo no centro do living. E não podemos nos esquecer da cozinha. Totalmente integrada à sala de estar, recebeu uma parede revestida de mármore originário de Entrejos, na região do Alentejo. Já a inovação entra em cena para honrar a filosofia da arquiteta, sempre adepta de curadorias capazes de equilibrar arte e design. Fernanda optou por dar ênfase à manutenção de áreas vazias aqui e ali pontuadas por peças-chave de designers italianos e outras vintage. É o caso da mesa de centro com pés palito garimpada pela arquiteta no Marche aux Puces durante uma viagem à Paris. Entram em cena também criações atuais, como a máscara do espanhol Jaime Hayon no hall de entrada, o sofá Doodle preto, by Patricia Urquiola no living e a Slab Chair, de Tom Dixon, na sala de jantar. Criações brasileiras? Também temos. E muito bem representadas pelo espelho dos Irmãos Campana na Suíte Master. “Me agrada a sensação de pertinência que se desfruta aqui. Mas, nem por isso, diria que meu apartamento é menos contemporâneo que meus demais projetos”, comenta Fernanda que, com todo seu know-how, dosa tradição e inovação e desafia a premissa do mestre Siza. No melhor e mais amigável dos sentidos, claro.

http://www.fernandamarques.com.br

 


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