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DECORAÇÃO

Arquitetura, corpo e movimento

Original de Artigas com projeto de restauração de Angelo Bucci, a Casa Mondrian se destaca como uma das obras-primas do arquiteto modernista, propondo uma relação mais interativa – e humana – com as cores primárias


Por: Cynthia Garcia

Um dos inventores da modernidade, Charles-Édouard Jeanneret (1887-1965), o respeitado Le Corbusier, em um lapso de “infidelidade” ao comprometimento à moradia moderna, conceituada por ele como “une machine à habiter” (uma máquina de habitar), desenvolveu após sua viagem ao Brasil, em 1929, uma visão menos racional, embalada, quem sabe, pela brisa tropical: “Pode-se dizer que uma casa de homem é amor.” A Casa Olga Baeta, nestas páginas, é um exemplo de um ato de amor de Vilanova Artigas e “a paixão dos seus discípulos”, segundo a arquiteta e professora da FAU-USP, Marlene Acayaba, autora de “Residências em São Paulo 1947-1975.”,

Inaugurada em 1957, com construção de 240 metros quadrados em terreno de 480, após dez anos desocupada, sofreu reforma, em 1996, pelo arquiteto paulista à frente do escritório SPBR, Angelo Bucci, também da FAU-USP. Sua relação com a obra do mestre vem da vivência no edifício da FAU (projeto de Artigas e de seu sócio, Cascaldi, que também colabora aqui) e da oportunidade apresentada nesta reforma.

“A FAU e a Baeta ensinam sobre medidas, construção e fluidez dos espaços. A recuperação da casa foi baseada nos desenhos originais fornecidos pela Fundação Vilanova Artigas”, revela acrescentando: “Uma curiosidade, o próprio Artigas foi quem fez o cálculo estrutural”.

Em 1938, a quatro anos da fundação da USP, Roger Bastide (1898-1974) aterrissou com os cátedráticos europeus convidados a integrar o corpo docente da nova universidade. Encantado, o sociólogo francês virou um estudioso da nossa cultura: “Se a beleza do Rio de Janeiro é uma beleza natural, a de São Paulo é beleza de cimento. A mão do arquiteto, aqui, substitui a mão de Deus”. A observação encerra o mote da Escola Paulista de Arquitetura, em grande parte, consolidado em torno das ideias promovidas por Artigas. Nos anos 1940, início de sua trajetória, ele e outros da cena vanguardista nacional foram tomados pelo organicismo de Frank Lloyd Wright (1867-1959), que visitou o País em 1931. Mas, em 1946, terminada a Segunda Guerra Mundial, Artigas rumou para o racionalismo de Le Corbusier, baseado em cinco postulados, que ele, como professor, repetia na FAU: 1) planta livre; 2) fachada livre; 3) pilotis; 4) terraço jardim; 5) janelas em fita. Esses conceitos estão imantados nesse projeto integrado de dois pisos e três dormitórios que exibe o azul, o amarelo e o vermelho, propostos por Artigas, que também pensava a arquitetura
em termos de planos cromáticos devido à sua ligação com as artes plásticas, razão do outro nome dessa “máquina de habitar” paulistana: a Casa Mondrian.


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