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ARQUITETURA

Cubo mágico

A residência projetada pelo renomado arquiteto japonês Sou Fujimoto, em Tóquio, no Japão, subverte a lógica do morar ao apresentar cômodos sem divisórias e dispensar portas e janelas


Por: Flora Monteiro

abusando com maestria dos ângulos retos, linhas puras, espaços amplos e ambientes conectados, o arquiteto japonês Sou Fujimoto já entregou projetos revolucionários pelos quatro cantos do globo e fez com que o mundo parasse para olhar as belezas que emergem, ao vivo e em cores, de suas pranchetas. Dos residenciais pequeninos aos comerciais graúdos, passando por obras colossais de funcionalidade pública, os desenhos revelam a postura avant-garde de seu criador e são um exemplo de como beleza, praticidade e inovação podem caminhar juntas por uma perspectiva melhor.

“Acredito que a arquitetura do futuro será como uma floresta, onde folhas, insetos, sementes e troncos, ou seja, um conjunto de coisas diversas, coexistirão. É esta diversidade que me atrai, uma riqueza nascida do espaço, entre a ordem e o caos. Se a arquitetura for criada como floresta, teremos um lugar complexo, muito além daquilo que existe nas cidades de hoje”, pontuou Fujimoto no descritivo da exposição de seu trabalho apresentada em Portugal, no ano passado. Não importa a escala das criações, o traçado e estilo desse mestre são reconhecíveis de longe.

E seus projetos vão sempre parar o trânsito e causar inveja na vizinhança. A morada assinada por ele, em parceria com Hiroshi Kato, para uma família em um bairro residencial em Tóquio, no Japão, é um exemplo. Discreta e imponente – sim, antagonismos coexistem na obra de Fujimoto –, a residência não tem portas, divisórias, janelas ou telhado. Tudo se resolve e acontece de forma contínua dentro de um cubo com enormes recortes quadrados na fachada. As paredes, o teto e os pisos não delimitam os cômodos, mas os interligam a fim de atender ao pedido dos moradores: um lar com os ambientes bem conectados e bem separados ao mesmo tempo, saudando a chamada independência partilhada

“É como uma árvore. Cada quarto [ou ramo] define o seu próprio espaço, mas compartilha da casa por completo”, explicou o arquiteto na época da conclusão da obra, em 2008. Quem adentra o sobrado, ou melhor, aventura-se pelo enorme cubo branco, encontra, logo de cara, a garagem, a biblioteca e o quarto de hóspedes. Uma escadinha de madeira conduz ao primeiro andar, onde está a cozinha.

Dali, sai mais uma sequência de degraus conectando à sala de jantar com pé–direito duplo, que por sua vez dá as mãos para a de estar, que se liga ao quarto do casal e, por fim, ao da filha, de onde nasce mais uma escada, sem saída – é isso mesmo, uma escada que leva uns ao nada e outros a encontrarem arte e sensibilidade em uma imensidão de concreto. Tudo automatizado, com a parte de aquecimento (piso, piscina, chuveiros, toalheiros, secadora, forno, fogão & cia.) devidamente abastecida por gás natural canalizado, potencializando a estética da sustentabilidade proposta
pelos arquitetos. Mas o layout não acaba por aqui. O quarto do casal dá acesso também à saleta de banho, com direito a piscina, ambiente para relaxar e luz natural. No topo de tudo, está uma plataforma de observação, com vista para o bairro e seu emaranhado de ruelas e construções. Algumas, quem sabe, com a expertise contagiante de Sou Fujimoto.


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