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DECORAÇÃO

Dorothy in Casa

Homenagem à diva Dorothy Draper, pioneira do décor nas Américas, Guilherme Torres (re)insere o glamour do Jockey Club nos anos dourados, neste projeto p&b com forte acento fifties. KAZA aterrissou por lá com uma turma da pesada e (re)interpretou a área com superprodução fashion Edição de moda Caio Sobral Beleza Max Weber M odelo Fa bi Mayer (WAY) Direção criativa andré rodrigues


Por: Allex Colontonio

A ideia é sempre original, mas a inspiração desta vez é transatlântica. A máxima “menos é mais”, cunhada pelo arquiteto alemão Mies van der Rohe, um dos maiores ídolos de Guilherme Torres, paradoxalmente, é a antítese do que pregava a legendária decoradora norte-americana Dorothy Draper. Para ela, mais era melhor. Com pisos paginados em preto e branco, boiseries portentosas de gesso e puxadores superdimensionados, seus ambientes eram excêntricos, exuberantes e glamorosos. A história dessa pioneira do décor se funde à própria história do design de interiores como atividade profissional. Seu escritório, no qual trabalhou incansavelmente dos anos 1920 aos 1960, produziu uma série de projetos emblemáticos, entre eles hotéis-boutiques e grands palais. Também deixou sua marca no Brasil, com os interiores que assinou para o Palácio Quitandinha, joia tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, na região Serrana do Rio de Janeiro.

Nesta edição da Casa Cor São Paulo, Torres criou, em 400 metros quadrados, uma visão cosmopolita, lúdica e contemporânea que revisita os tempos áureos do edifício do Jockey Club, sede do evento e palco de festas memoráveis do high society paulistano desde os anos dourados. E abre a quitanda para borrifar um perfume à moda do trabalho de Miss Draper em terras tropicais. O que seria um passo arriscado tornou-se um tiro certeiro. Em tempos de austeridade e contenção, Torres preferiu tomar o sentido oposto ao revisitar o luxo de uma época sem estigmas datados, criando sua própria interpretação do gosto que partilha em comum com o legado de Dorothy – toques de fantasia e dramaticidade, contrastes de p&b e alguma ousadia nas proporções, sem medo de ser feliz. “Não gosto de ficar preso às minhas próprias fórmulas. Acredito que mostras e exposições são lugares de escapismo, perfeitos para aflorar a criatividade e deixar a imaginação solta”, conta o cara que tem pânico de imitar qualquer pessoa (mesmo que seja a si próprio).

KAZA aterrissou por lá com uma equipe jovem e estreladíssima. Max Weber, o grande gênio do make no Brasil, construiu a imagem de uma diva contemporânea à la Marlene Dietrich em Fabi Mayer, top que é figura obrigatória nas semanas de moda mais badaladas do planeta. Entre peças de Dior e Louboutin, o stylist Caio Sobral, sob direção criativa do nosso editor-chefe André Rodrigues, articulou looks em sintonia com a cena. Felipe Abe, fotógrafo-celebridade que integra a trupe do programa Põe na Roda (e que é colaborador de KAZA desde outros carnavais), assinou os cliques. Denilson Machado, referência da fotografia de arquitetura no Brasil, se encarregou de registrar os espaços. E, juntos com o próprio Guilherme, (re)interpretamos algumas cenas de seu décor.

O mobiliário Todeschini (patrocinadora master do espaço), migra da cozinha para as áreas mais nobres da casa, como a majestosa sala de jantar, que contrasta os aparadores longelíneos concebidos pela marca, com um lustre Baccarat de 3 metros de altura e uma mesa de banquete do século 19 que pertenceu a um castelo francês, da Espaço Cardeal, ladeada por dezenas de cadeiras Canthu, de Sergio Rodrigues (Loja Teo), revestidas em tecidos da Entreposto. Aliás, a grife de tecidos, em parceria com a Uniflex, assina as cortinas do espaço, que alcançam seis vertiginosos metros de altura.

Uma biblioteca no acabamento Ouro Preto, exclusividade Todeschini, é o ponto focal do pavilhão social, que apresenta ares palaa cianos graças ao enorme pé-direito e ao delicado trabalho de boiseries nas paredes. Imaginou-se um contexto histórico para a pele da arquitetura, em contraste com a curadoria de arte e os móveis contemporâneos de diferentes épocas. Tanto peças desenhadas por Torres (com destaque para a coleção de corian executada pelo Studio Vity) como ícones do design brasileiro dos anos 1950, incluindo Percival Lafer, recebem tecido Entreposto. O tapete gráfico é lançamento da By Kamy e as peças de design finlandês, da Artek, fornecidas pelo Movin Concept, de Brasília. As peças de antiquário contemporâneo são do Espaço Cardeal e Teo.

As obras de arte buscam o ecletismo: são de Rodolpho Parigi, Bill Phelps e incluem uma série exclusiva de Gabriel Wickbold, que retrata o próprio arquiteto com mood artsy, e reforça sua inimitável qualidade autoral. Nem é preciso dizer que os fabulosos sofás Atari, os aparadores, as mesas, cadeiras de espaldar alto listrado à moda de Lacroix e até uma cama de aço inox (lindamente executada pela Mekal), foram todas assinadas por Guilherme Torres. As lições de Dorothy, atravessando o tempo, o espaço e as barreiras culturais.


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