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DECORAÇÃO

Índigo Blue

De Goiânia para o mundo, da casca ao conteúdo, Leão Ogawa e Heitor Arrais surpreendem com essa casa spetacular que insere o duo entre os bons destaques da nova geração de arquitetos brasucas


Por: Cynthia Garcia

Em 2003, fiz uma entrevista com Philippe Starck que rendeu o retrato na capa do mais icônico designer contemporâneo chutando um castelinho de areia na Praia de Copacabana. A insolência criativa de seus projetos iniciais agitou as noitadas de muitos, como eu, no Les Bains Douches  1978) e no Café Costes (1982), ambos em Paris, e no Teatriz, aberto em 1990, em Madri, sem contar o culto em torno do Juicy Salif, o espremedor alienígena que completa 25 anos e é a cara da geração 80 Blade Runner. A entrevista, a primeira dada por ele a um veículo brasileiro, rolou na pérgola do Copa em um dia carioca mais que lindo. No final, ainda ganhei dele, dedicatória inclusa, sua biografia “Starck Explications” no formato de missal cor rosa bebê das Éditions Centre Pompidou. A jovem  upla de arquitetos de Goiânia, Leão Ogawa e Heitor Arrais,  resta homenagem ao design desse gênio e de outros feras nesse projeto – sensacional – que tem como fio condutor o azul índigo e a estética da irreverência conforme urgem os tempos contemporâneos, assim como fez Starck no início da carreira. Ser jovem é para isso, chutar o balde, botar  uro abaixo, enfrentar tanque no peito, revolucionar.

Ao ser recebido no hall de entrada, o clima de divertida insolência bate ponto na mesa Pig Table, da série The Animal Thing, que inclui também cavalo e coelho, do coletivo Front, três suecas lindas que tomaram de assalto o SaloneSatellite quando se apresentaram pela primeira vez, ganhando a benção da diretora, minha amiga venezuelana, Marva Griffin, ou melhor, Marvelous Marva como o mundo do design a reverencia. Embaixo da mesa-porco está Carpet 1. O tapete inspirado na tradicional cerâmica holandesa azul e branca de Delft é de outro que adora cutucar convenções, o craque do design de ponta de Amsterdã, Marcel Wanders. Ao entrar no living, uma primorosa curadoria fundamentalmente baseada no design brasileiro aguarda o visitante, sobre a qual diz Ogawa irradiando bom orgulho ufanista: “Acreditamos muito na força do que é nosso, na madeira e no mobiliário brasileiro”. Entre os eleitos, uma safra do melhor do made in Brazil como Guilherme Torres, Jader Almeida, Aristeu Pires, Ronald Sasson, Marcus Ferreira, Paulo Alves, a designer goiana de joias Eleonora Hsiung, além de várias peças projetadas pelos arquitetos.

Mas quem são esses jovens de talento à frente do projeto? “Somos apreciadores de todo o tipo de arte e arquitetos por paixão. Acreditamos no poder transformador da arquitetura e na poesia dos espaços”, é como se autodefinem os sócios Ogawa de 27 anos e Arrais de 30, que fincaram o QG em Goiânia há quatro anos e já acumulam projetos nos estados de São Paulo e Goiás. E o que tem by Starck pela casa? Na piscina está o conjunto de poltronas e sofá da linha Bubble Club, acompanhados da mesa lateral Gnome Napoleon na versão com um dos anões da Branca de Neve em plástico dourado, tudo com a grife Kartell. Em compasso com a icônica poltrona Mole de nosso Sergio Rodrigues, o hometheater guarda também a mesa-luminária Table Gun, da Guns Collection, de Starck para Flos, rovando que a dupla Ogawa-Arrais veio para acertar em cheio com um murro – de nocaute – o design careta, sem humor, sem cor e sem graça.


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