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DECORAÇÃO

Sentido obrigatório

João Mansur, nome e sobrenome dos mais clássicos do nosso high décor, evoca o glamour Haussmanniano nesse apartamento na região do Ibirapuera, em São Paulo


Por: Cynthia Garcia

A elegância haussmanniana está impregnada nesse projeto assinado pelo arquiteto João Mansur, no Jardim Paulista, em São Paulo. Haussmanniana? No final do século 19, Paris foi alçada à Cidade Luz, ao instalar a primeira rede elétrica da Europa, que tirou a vida urbana da milenar escuridão, introduzindo o glamor sensual da Art Nouveau, que redesenhou com suas formas orgânicas, sinuosas, novas famílias de objetos e um universo ávido pelo século 20, espreitando às portas. Para abraçar a modernidade, Paris, como toda bela mulher, submeteu-se, bien sûr, a modificações cirúrgicas.

Napoleão III (casado com Eugénie, a lady Di da época) comissionou uma grande reurbanização ao prefeito, o Barão Haussmann. Queria a mais moderna cidade do mundo. E o genial baron assim fez. Entre 1853 e 1870, os escombros góticos vieram abaixo e ela ganhou a feição chique que nos seduz. Do traçado urbano de regulamentos ultrarrígidos surgiram os bulevares, os arrondissements (bairros) e um novo partido arquitetônico residencial, baseado em quarteirões com prédios de cinco andares com fachadas simétricas revestidas de pedra limestone, que rendem à capital francesa a unidade harmoniosa da arquitetura haussmanniana, como foi cunhado o neoclassicismo de Monsieur le Baron.

Os apartamentos nesses prédios me vêm à mente nesse projeto de João Mansur, carioca que São Paulo abraçou e festeja três décadas de incensada atuação. Sobre o conceito do apê de 600 metros quadrados de um casal com filhos casados, ele pontua: “Fiz um décor cosmopolita, com uma cartela regida pelo branco, o gelo e o preto. A base tende ao minimalismo, equilibrado pelas peças de antiquariato, algumas com pegada oriental, e pela arte contemporânea. Poderia estar em qualquer cidade do mundo.” Concordo.

No hall de entrada, um clima europeu com a porta laqueada de preto com seus metais em latão dourado, o mármore do piso mapeado em bicolor geométrico e um par de estátuas em faiança portuguesa de Santo Antônio do Porto, representando os rios Douro e Tejo. No living, o mix, que João faz como ninguém. Sofá MiCasa, cadeiras dinamarquesas, escrivaninha Biedermeier, espelho Império de mogno e uma obra de Frank Stella, entre outras peças bem escolhidas. Tudo isso observado pelo busto de mármore de Joana D’Arc, século 19, pousado no alto de um bloco de acrílico maciço.

Outro canto muito simpático é o bar com mesa de “açougueiro”, francesa, século 19, cadeiras pretas da Kartell e peças como o bowl em alumínio frisado, da Sentido Cosmopolita – sua marca de móveis, objetos e garimpos em geral. Ele conta que é no centro histórico do Porto onde está seu mais recente projeto, um sobrado do século 18, em breve, o mais novo butique hotel da encantadora cidade portuguesa às margens do Douro. Logo, nada mais apropriado que brindar ao bom gosto desse nosso grande profissional com um bom vinho do Porto: cheers!


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