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ARQUITETURA

Tempos Modernos

Pontuada pela Escola Moderna Paulista, a morada localizada no interior de São Paulo apresenta de forma única a poesia daarquitetura contemporânea traçada pelo premiado escritório FGMF


Por: Flávio Nogueira

Cravada com discreta magnitude em meio à cidade de Botucatu, interior do Estado de São Paulo, os contornos dessa residência de 522 metros quadrados, projetada pelo FGMF (o escritório mais premiado do Brasil, composto por Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz, que acaba de abocanhar o prêmio Rogélio Salmona, um dos mais expressivos da América Latina), faz valer a máxima de Le Corbusier: “A arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos sob a luz”. Desenhado para um jovem casal, o layout procura investigar as relações entre o interno e o externo, através dos espaços intermediários, que nos fazem pensar onde se iniciam as varandas, a área de lazer e os ambientes tradicionais como sala ou home theater.

Como disposição, a linha parte de um conceito simples: uma cobertura e estrutura – “guarda-chuva” – que abriga blocos distintos dos setores da habitação enquanto um recinto fluido entre as ambientações. Essa importância bastante elementar criou complexidades espaciais e estéticas interessantes durante o desenvolvimento do projeto, acentuando a intenção de criar novos cômodos em uma reinvenção das tradicionais varandas brasileiras.

Ao peregrinar por aqui você entende que as áreas fechadas são organizadas em diferentes blocos sob uma espaçosa cobertura de concreto aparente, que abriga o perfume da arquitetura moderna paulista, sobretudo ao trabalho de Vilanova Artigas. “Essa influência faz parte da nossa formação, embora haja uma liberdade adicional na maneira que criamos os fluxos. A questão da estrutura e a grande laje definirem a espacialidade da edificação também é um item que deriva da escola moderna. Já apontaram também um pouco de relação dessa morada com certas concepções de Brasília, talvez por conta dos prédios icônicos de Oscar Niemeyer com suas estruturas periféricas, a gente imagina que isso seja uma extensão, mas muito indireta”, explica Fernando Forte, que foi aluno de ninguém menos que Paulo Mendes da Rocha.

O espaço avarandado que permeia todos os ambientes possui ora pé-direito simples, ora duplo, dependendo do local em que você se encontra e da relação entre os diferentes volumes internos. Nessa rica ambientação de transição é onde se imagina que boa parte do tempo do morador será gasto em comunhão com o invólucro construído e o paisagismo ao redor. Passarelas metálicas ligam a residência a taludes de compensação que fazem as vezes de muro, revelando um jardim superior de uso íntimo ao mesmo tempo em que formam uma marquise para a entrada social. Já lá dentro, outro detalhe que encanta são os contrastes de matérias-primas como os vidros e o encapsulamento de madeira junto às paredes negras.

De volta ao desenho, outro pensamento foi o posicionamento da cobertura medido em relação à orientação solar. Com isso, nos dias quentes ela sombreia todo o lar e cria uma generosa varanda ligada à piscina e à área de lazer. Já no inverno, o sol mais baixo passa por debaixo da cobertura e “esquenta” as unidades de concreto ocupadas. “O que nos interessa aqui é a relação da estrutura com os blocos construídos. Sob esse aspecto, os vazios, ora com pé-direito simples ou duplo, têm tanta ou mais importância do que os volumes desenvolvidos. Essa é uma parte importante da nossa pesquisa. Um dia o cliente me disse – ‘Olha, a casa ficou ótima, mas ando fumando muito, pois não saio daqui de fora, é tão agradável para um cigarrinho’ – Ficamos superfelizes! Uma pena que ele anda fumando demais, óbvio. Mas nosso objetivo era justamente explorar esse espaço intermediário de dentro para fora e de fora para dentro. E é por conta dessa cavidade que as passarelas metálicas, piscina, pisos e jardins pervertem a rigidez da estrutura e capa tão bem delimitadas”, finalizam.


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